Sete municípios do país elegeram novos prefeito e vice neste domingo (25)

As eleições suplementares de 25 de outubro de 2026 definiram novas chapas para as prefeituras de sete municípios brasileiros. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as votações ocorreram no mesmo dia do segundo turno das Eleições Gerais de 2026.

A Justiça Eleitoral determinou os novos pleitos após a perda de mandatos de prefeito e vice-prefeito. Entre os motivos citados pelo TSE estão o indeferimento de registro de candidatura e a cassação de mandato por abuso de poder político e econômico.

Foram às urnas eleitoras e eleitores de Goiatins, no Tocantins; Itaguaí, no Rio de Janeiro; três municípios paulistas; Santana do Itararé, no Paraná; e Arroio do Sal, no Rio Grande do Sul.

eleições suplementares

Os resultados incluem disputas com candidaturas sob análise da Justiça Eleitoral, além de dados de comparecimento e abstenção. A apuração também mostra como as eleições suplementares foram distribuídas entre os cinco estados.

Resultados em Goiatins e Itaguaí

Em Goiatins, Max Luz, do Solidariedade, foi eleito prefeito com 3.863 votos, equivalentes a 52,85%. Dida Filgueiras, do Podemos, recebeu 3.446 votos, ou 47,15%.

O município registrou 7.703 votos válidos, 35 votos em branco (0,45%) e 359 nulos (4,66%). Dos 8.811 eleitores aptos, 7.703 compareceram às urnas e 1.108 não votaram.

Na disputa em Itaguaí, Haroldinho Jesus, do PDT, venceu com 58.054 votos (77,47%); Fabinho Taciano, do Progressistas, compõe a chapa como vice-prefeito. Kelaine Goulart, do Novo, ficou em segundo lugar, com 14.260 votos (19,03%), seguida por Luciano Mota, do PT, com 2.243 (2,99%), e Marcelo Cunha, do Democrata, com 380 (0,51%).

O resultado de Kelaine Goulart dependia de análise da Justiça Eleitoral, pois a candidatura estava sub judice. Em Itaguaí, 79.472 dos 100.347 eleitores aptos compareceram, o equivalente a 79,20%; a abstenção foi de 20.875 (20,80%), com 1.749 votos em branco (2,20%) e 2.786 nulos (3,51%).



Disputas nas três cidades paulistas

Em Narandiba, Claudião Damacena, do União, recebeu 2.135 votos (56,90%), enquanto Pedrinho, do PRD, teve 1.617 (43,10%). A definição do resultado dependia de análise da Justiça Eleitoral, porque a candidatura de Damacena estava sub judice.

Narandiba tinha 4.457 eleitores aptos, dos quais 3.934 compareceram e 523 se abstiveram, cerca de 11,73%. Os dados divulgados pelo TSE indicam 3.934 votos válidos, além de 49 em branco (1,25%) e 133 nulos (3,38%), números que, somados, superam o total de comparecimentos informado.

Em Martinópolis, Beto Leite, do União, venceu com 8.247 votos (59,09%) e Fernanda Crepaldi, também do União, foi indicada como vice. Marquinhos Xavier, do PSDB, obteve 4.166 votos (29,85%), e Gabriel Valões, do MDB, somou 1.544 (11,06%).

Dos 18.052 eleitores aptos em Martinópolis, 14.683 compareceram (81,34%) e 3.369 não votaram (18,66%); houve ainda 270 votos em branco (1,87%) e 456 nulos (3,11%). Já em Macedônia, Vado, do PSD, foi eleito com 1.835 votos (57,54%), tendo Pedro Antônio, também do PSD, como vice, enquanto Adilson Helena recebeu 1.354 votos (42,46%).

Eleições no Paraná e no Rio Grande do Sul e motivos dos novos pleitos

Em Santana do Itararé, no Paraná, Zé Izac, do PT, venceu com 2.043 votos (54,32%); Joaquim do Venerando, do Progressistas, será o vice-prefeito. Brunão Mota, do PSD, ficou em segundo, com 1.718 votos (45,68%).

O município paranaense tinha 4.660 eleitores aptos, e 3.957 (84,91%) compareceram às urnas; 703 não votaram. A apuração contabilizou 3.761 votos válidos (95,05%), 107 em branco (2,70%) e 89 nulos (2,25%).

Em Arroio do Sal, no Rio Grande do Sul, Felipe Valim, do MDB, foi eleito prefeito com 4.592 votos (62,96%), acompanhado pelo vice Alemão do Mercado, do PSDB. Valdir Cenci, do PP, recebeu 2.701 votos (37,04%); entre os 9.496 eleitores aptos, 7.688 compareceram e 1.808 se abstiveram (19,04%).

Na cidade gaúcha, os votos válidos somaram 7.293 (94,86%), além de 154 votos em branco (2%) e 241 nulos (3,13%). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as eleições suplementares também podem ser convocadas quando decisão da Justiça Eleitoral resulta no indeferimento do registro, na cassação do registro ou do diploma, ou na perda do mandato da pessoa mais votada em eleição majoritária.



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