Eleitores de Itaguaí voltam às urnas em 25 de outubro de 2026 para escolher prefeito e vice em uma eleição suplementar. A votação foi determinada pela Justiça Eleitoral após o afastamento de Rubão, do Podemos.
Rubão havia sido eleito em 2024, mas o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu seu registro de candidatura. A Corte entendeu que o mandato tampão exercido por ele em 2020 configuraria um terceiro mandato consecutivo.
Na disputa municipal estão Haroldinho Jesus, do PDT, prefeito interino, além de Luciano Mota, do PT, Marcelo Cunha, do Democrata, e Kelaine Goulart, do Novo. Kelaine concorre sub judice, após o TRE-RJ manter o indeferimento de seu registro.

O pleito reúne diferentes etapas da disputa judicial sobre a Prefeitura de Itaguaí e a sucessão temporária no Executivo. O histórico inclui recursos de Rubão, a permanência de Haroldinho no cargo e questionamentos sobre a candidatura de Kelaine.
Por que a candidatura de Rubão foi barrada
O percurso político de Rubão inclui um mandato tampão de seis meses, em 2020, depois do impeachment do prefeito e do vice. Naquele mesmo ano, ele concorreu e venceu a eleição municipal regular.
Ao analisar o registro apresentado para a disputa de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) considerou que o período à frente da prefeitura em 2020 deveria ser contado como mandato consecutivo. Com esse entendimento, a candidatura à reeleição foi barrada pela Corte.
A defesa recorreu para tentar manter Rubão no cargo, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o último recurso em fevereiro de 2026. Em junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade manter o registro indeferido, após a análise do caso ter sido suspensa por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.
Haroldinho assume a prefeitura e disputa eleição suplementar
Em 2025, quando Rubão deveria reassumir a prefeitura, Haroldinho Jesus, então presidente da Câmara Municipal de Itaguaí, ocupou o Executivo por ser o próximo na linha sucessória. A eleição suplementar em Itaguaí passou a definir quem comandaria o município após a disputa sobre a validade do registro do prefeito eleito.
Durante a disputa judicial, o ministro Dias Toffoli, do STF, concedeu efeito suspensivo que autorizou a diplomação e a posse de Rubão. O ex-prefeito, porém, voltou a ser afastado em novembro de 2025, e Haroldinho retornou ao comando municipal.
Haroldinho permaneceu como prefeito interino até a decisão final do TSE que determinou a realização de novas eleições. Com a convocação do pleito, ele se lançou candidato para buscar a permanência no cargo.
Outra questão judicial envolve Kelaine Goulart, que se candidatou em 2026 simultaneamente a deputada federal e a prefeita de Itaguaí. O TRE-RJ entendeu que a legislação não permite registros de candidatura simultâneos em circunscrições diferentes; ela recorreu e aguardava a análise do caso no TSE. Já Alexandre Valle, que seria o nome do PL para a prefeitura, renunciou à candidatura em setembro de 2026.


