Itaguaí terá eleição suplementar para prefeito no mesmo dia do segundo turno presidencial. Mais de 100 mil eleitores do município, na Região Metropolitana do Rio, participarão das duas votações.
A nova disputa foi convocada depois que a candidatura de Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão, foi barrada pela Justiça Eleitoral. Segundo o órgão, a tentativa de exercer um terceiro mandato consecutivo contrariava a Constituição.
Quatro candidatos concorrem à prefeitura em Itaguaí no domingo, 25 de outubro de 2026. O vencedor ficará no cargo até 31 de dezembro de 2028.

A votação municipal ocorre junto à escolha do presidente da República e envolve tanto orientações para o eleitor quanto a definição de quem comandará a prefeitura. A disputa também decorre do histórico de mandatos de Dr. Rubão no município.
Horário de votação, candidatos e transporte gratuito em Itaguaí
As seções eleitorais funcionarão das 8h às 17h. Na urna, os eleitores votarão primeiro para presidente da República e depois para prefeito; a Justiça Eleitoral recomenda levar os números dos candidatos anotados em papel, pois celulares e outros aparelhos eletrônicos não podem ser usados na cabine.
Na disputa municipal, Haroldinho Jesus (PDT) tem Fabiano José Nunes, o Fabinho Taciano (PP), como vice. Também concorrem Kelaine Goulart (Novo), com Beto do Posto (Novo); Luciano Mota (PT), acompanhado de Dr. Paulo Wesley (PT); e Marcelo Cunha (Democrata), cuja vice é Dany Van Tol (Democrata).
O transporte coletivo será gratuito em Itaguaí e nos demais municípios do estado do Rio. A gratuidade estará disponível das 6h30 às 19h20 para o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.
Decisão sobre Dr. Rubão levou à convocação de nova eleição
Em 2020, Dr. Rubão presidia a Câmara Municipal quando assumiu o Executivo de Itaguaí, entre julho e dezembro. A mudança ocorreu após o afastamento do prefeito e do vice-prefeito.
Na eleição municipal daquele ano, Rubão venceu a disputa para prefeito e permaneceu no cargo até o fim de 2024. A Justiça Eleitoral considerou que o período em que ele havia comandado o Executivo antes da eleição também deveria ser contado como mandato.
Rubão voltou a concorrer em 2024 e recebeu a maioria dos votos, mas a Justiça Eleitoral barrou sua candidatura. Na avaliação do órgão, a contagem do período iniciado em 2020 faria com que ele exercesse o cargo por três períodos consecutivos, o que a Constituição não permite; por isso, foi convocada uma nova votação para a prefeitura.


